Hipotireoidismo - Como tratar?


Açúcaradas e Açúcarados, 

Tudo bem com vocês?


Bom hoje eu estou trazendo um tema um pouco polêmico, visto a quantidade de coisas que aparecem na mídia sobre isso. 


O que me preocupa, e na verdade me motiva a falar sobre esse assunto, é na verdade a falta de conhecimento das pessoas e os mitos que cercam o HIPOTIREODISMO. 


Aos que me conhecem, sabem que eu me trato para o hipotireoidismos desde bem pequena, acreditem eu já ouvi coisas ABSURDAS sobre isso, até mesmo que todas as "coisas ruins e doenças" que as pessoas tem são causadas pelo problema na Tireóide. 


O que poucas pessoas sabem é que tem tratamento. Um tratamento logo, pois é uma doença que ainda não tem cura, porém quando realizado de maneira adequada pode mudar sua vida. 


Neste post, quero deixar clara algumas coisas sobre o hipotireodismos que poucos conhecem: como descobrir, como tratar, e algumas dicas de alimentação para estas pessoas. 


Mas então vamos ao que interessa né meus doces!!

O que é?
Conjunto de sinais e sintomas decorrentes da diminuição dos hormônios da tireóide.



Como se desenvolve?
É um quadro clínico que ocorre pela falta dos hormônios da tireóide em decorrência de diversas doenças da tireóide. 
Nos recém-nascidos, as causas mais freqüentes envolvem: 
 
A falta de formação da glândula tireóide (defeitos embrionários)
Defeitos hereditários das enzimas que sintetizam os hormônios
Doenças e medicamentos utilizados pela mãe que interferem no funcionamento da glândula da filho


Em adultos, a doença pode ser provocada por: 
 
Doença auto-imune (Tireoidite de Hashimoto)
Após cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia
Por medicamentos que interferem na síntese e liberação dos hormônios da tireóide (amiodarona, lítio, iodo)
Por bócio endêmico decorrente de deficiência de iodo na alimentação (mais raramente)


O que se sente?
Ai esta um ponto muitooooooo delicado sobre esse assunto. Esses sintomas não são uma regra, bem pelo contrário, em alguns casos as pessoas não sentem absolutamente NADA, e descobrem que necessitam de um tratamento somente através de um exame de rotina. 
No recém-nascido, ocorre: 
 
Choro rouco
Hérnia umbelical
Constipação
Apatia
Diminuição de reflexos
Pele seca
Dificuldade de desenvolvimento


Se o paciente não receber tratamento adequado até a quarta semana de vida, pode ocorrer retardo mental severo, surdez, e retardo no desenvolvimento de peso e altura, este processo também pode ser revertido, quando tratado da maneira adequada após este prazo de quatro semanas, como falado anteriormente, estes sintomas e consequencias não são uma regra. Então se você é mãe, e seu filho tem a necessidade de se tratar para hipotireoidismos não há necessidade de sair gritando por ai. Basta procurar um médico conceitudo neste tipo de atendimento e claro seguir o tratamento indicado.

Sintomas:
Na criança, a doença pode provocar déficit de crescimento associado à: 
 
Pele seca
Sonolência
Déficit de atenção
Constipação
Intolerância ao frio
Apatia


No adulto, os sintomas são de: 
 
Intolerância ao frio
Sonolência, constipação
Inchumes nas extremidades e nas pálpebras
Diminuição de apetite
Pequeno ganho de peso
Fraqueza muscular
Raciocínio lento
Depressão
Cabelos secos, quebradiços e de crescimento lento
Unhas secas, quebradiças e de crescimento lento
Queda das pálpebras
Queda de cabelos


A doença predomina no sexo feminino, no qual ocorre também irregularidade menstrual, incluindo a cessação das menstruações (amenorréia), infertilidade e galactorréia (aparecimento de leite nas mamas fora do período de gestação e puerpério).
Quando a doença tem causa auto-imune (Tireoidite de Hashimoto) pode ocorrer vitiligo e associação com outras moléstias auto-imunes: 
 
Endócrinas (diabetes mellitus, insuficiência adrenal, hipoparatireoidismo)
Sistêmicas (candidíase, hepatite auto-imune)


Como é feito o diagnóstico?
No recém-nascido, deve ser realizada a triagem neonatal através da dosagem de T4 ou TSH em papel filtro. Se essas dosagens forem alteradas, o exame deve ser confirmado com os mesmos procedimentos no sangue e, se alterados, iniciar de imediato o tratamento.
No adulto, o diagnóstico é estabelecido pelas dosagens de T4 e TSH, e se os mesmos estiverem alterados (T4 baixo e TSH elevado), deve ser buscada a causa do problema através da pesquisa de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO), antimicrossomais ou antitireoglobulina, que demonstrarão a causa auto-imune do distúrbio. Em pacientes com cirurgia prévia, além dos anticorpos, pode ser realizada também a pesquisa do resíduo de tecido tireóideo remanescente através da ultra-sonografia ou da cintilografia de tireóide. Deve ser também analisado o perfil lipídico do paciente, uma vez que ocorre severa dislipidemia associada ao estado de hipotireoidismo.
Como realizar o tratamento?
O tratamento de todas as formas de hipotireoidismo é realizado com Tiroxina (T4) em doses calculadas de 1,6 a 2,2 microgramas por Kg de peso corporal no adulto e de 3 a 15 microgramas por kg de peso corporal, dependendo da idade do paciente. O controle do tratamento é realizado pela dosagem de TSH, que deve se manter sempre normal. Nos pacientes dislipidêmicos devem ser monitorizados também os níveis de colesterol e triglicerídeos.
Como se previne?
Os casos que ocorrem após a cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia podem ser prevenidos através de cirurgia adequada no momento em que a mesma é indicada para o tratamento de bócio. Nas demais situações pode ser realizado um diagnóstico precoce, porém prevenção primária não é disponível. 

DICAS:
Consuma alimentos ricos em IODO



O iodo é necessário, em pequenas quantidades, para a função da glândula tireóide, assim como para o metabolismo das gorduras, produção de hormônios sexuais e uma série de processos bioquímicos. Cãibras musculares, dores de cabeça, depressão, pés frios, mãos geladas e ganho de peso podem ser sinal de deficiência dessa substância. Deficiências de iodo podem aumentar a suscetibilidade para doenças como câncer de mama e pólio.



Alguns alimentos ricos em iodo:
  • frutos do mar;
  • sal não refinado;
  • algas marinhas;
  • caldo de peixe caseiro;
  • manteiga (não margarina);
  • abacaxi;
  • alcachofra;
  • aspargos;
  • verduras de coloração mais escura.


Lembre-se: Prefira as verduras sem agrotóxico ou, na impossibilidade de tê-las, deixe-as de molho em água com bicarbonato de sódio

Uma dica SUPEEEERRRR IMPORTANTE é a prática de exercícios físicos SEMPRE, isso ajuda o metabolismo a responder o tratamento cada vez mais rápido. 

Espero ter ajudado a todas vocês com estas informações. 

O que vocês acharam do post? Comentem ai! =)

Um beijo doce a todos!




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